domingo, 6 de janeiro de 2013

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Um automóvel 0 Km ou uma panela de pressão?

Eu confesso: mesmo depois do advento da TV à cabo, não resisto e sempre dou uma espiadinha nos besteiróis de domingo à tarde. Ao contrário do que a grande maioria dos críticos propagam, enxergo tamanha densidade nos programas dominicais que às vezes me flagro relembrando um quadro (que era para ser só humorístico) durante toda a semana. São verdadeiras odes à psicologia moderna, e para ficar no raso do meu comentário, adjetivo-os, no mínimo, do retrato fiel da nossa vida atual.

São tão marcantes estes programas dominicais que só de ouvir a antiga música dos Trapalhões ou o gingle de abertura do Programa do Sílvio Santos (Sílvio Santos vem aí...) sinto o cheiro da lasanha e do frango assado que tão bem acompanhavam os meus domingos.

Noutro dia, analisando detidamente cada página de uma ação judicial, acabei caindo no clarão da minha memória ao fazer uma inusitada correlação entre a sentença do juiz e o Programa do Faustão. Resgatei em minha mente um dos quadros mais interessantes daquele Programa. Não me lembro bem qual era o nome do quadro, mas tratava-se de uma divertida distribuição de prêmios que nunca deveria ter saído da televisão brasileira, tamanho era o seu potencial educativo. Toda a estratégia da brincadeira televisiva passava pela oneração do próprio participante com a escolha do seu prêmio. “Nada de sorte, apenas uma questão de escolha”, falava ironicamente o Faustão, trajando uma das suas infinitas camisas de botão, meticulosamente alinhada dentro da calça, ao mostrar ao convidado os prêmios que poderia escolher: uma TV 29 polegadas, um par de meias, um aparelho microondas, um desentupidor de pia, uma motocicleta, um coador de café, uma panela de pressão, e um automóvel 0 KM!!!

A regra era bem simples. Dentre os prêmios oferecidos, o convidado, por sua própria e livre vontade deveria escolher apenas um. Só um detalhe: os prêmios eram anunciados bem em frente, através de um grande monitor, o qual não poderia o convidado enxergar porque se encontrava em uma cabine isolada de sons e imagens. Com todo sarcasmo que lhe é peculiar, o Sr. Fausto Silva provocava as reações do convidado. “Você troca o maravilhoso prêmio 1 (no visor aparecia o automóvel 0 KM) pelo fantástico prêmio 2 (no monitor cintilava uma panela de pressão)?”. Na frente da televisão, já antecipando a minha eterna função de expectadora de dramas alheios, como sofria quando o convidado deixava o Programa levando consigo um coador de café...

Não sei porquê este quadro durou tão pouco tempo e acabou sendo abolido, mas parece ter saltado da tela da TV para ter invadido a realidade de muita gente.

Peguei o caminho inverso para voltar ao escuro do meu processo. Será mera coincidência alguém crer numa sentença que lhe promete recuperar a propriedade da casa dos sonhos, e por assim acreditar, negar uma proposta de acordo cuja soma seria bastante para adquirir uma outra casa modesta, para, ao final, obter apenas a sentença devastadora a negar-lhe o direito sobre qualquer imóvel?

Se soubéssemos o final do filme, prestaríamos mais atenção nos detalhes a nos antecipar o desfecho conhecido. Mas, se não sabemos o final da estória, corremos o risco de nos perder na trama, e talvez seja este mesmo o brilhantismo, inteiramente seduzidos pelo todo, deixamos passar desapercebidas todas as evidências.

Não tenho dúvida de que este tolo programa de domingo poderia ter ensinado muita coisa a quem se dispusesse a aprender. Numa tarde de domingo, poderíamos, por exemplo, aprender que, quando não podemos enxergar direito, ante uma escolha, só nos resta consultar a nossa intuição. Poderíamos entender que ainda que numa brincadeira, os nossos prêmios são sempre fruto da nossa escolha. Ou poderíamos aprender simplesmente que, na nossa confusa natureza humana, ganhar uma motocicleta quando se poderia ter ganhado um automóvel é absolutamente frustrante.

Se cada um de nós soubesse o final da nossa própria estória, quando nos víssemos numa cabine isolada, face à escolha dos nossos prêmios, prestaríamos mais atenção nos detalhes. Talvez a chave de toda a trama pudesse estar mesmo nas lições despretensiosamente escondidas numa tarde de domingo.

Judiciario,,,Na frante.....

O ministro Carlos Alberto Reis de Paula, do TST e integrante do CNJ, vai deixar o cargo de conselheiro em março quando assumirá a presidência do TST. No CNJ, ele preside a Comissão de Gestão Estratégica, Estatística e Orçamento que tem o desafio de convencer os magistrados da importância do planejamento na administração dos tribunais. Para ele, a gestão estratégica é fundamental para "mudar a Justiça" e tornar a prestação jurisdicional mais eficiente. Em entrevista, o ministro elencou os passos necessários para que os tribunais desenvolvam uma gestão profissional de seus recursos.

Veja: Qual a importância da gestão estratégica para os tribunais?
Eu não me canso de dizer que o CNJ veio para mudar a Justiça brasileira. E um dos maiores fenômenos atuantes nessa mudança é colocar para os 90 tribunais do país que não se administra sem planejamento. A gestão tem que envolver o planejamento estratégico, que tem várias nuances. Quem estuda administração, sobretudo administração pública, sabe que temos que fazer diagnósticos, e a partir dos diagnósticos estabelecer objetivos, fixar os meios e fazer o acompanhamento para saber se estamos ou não caminhando em direção aos objetivos. Isso é de uma extraordinária importância. Para a gestão estratégica é preciso usar estatísticas, números, que são valiosos, porque a partir daí você pode estabelecer as metas. Como mexemos com dinheiro público, tem que ter orçamento. Os tribunais brasileiros já estão conscientes quanto à importância do planejamento e da gestão? Temos que fazer uma diferenciação, porque temos a JF e a estadual. Quando digo JF, digo a JF, a JT, a Justiça Eleitoral, os tribunais superiores, e o STF, que está fora da jurisdição do CNJ. Em relação ao Federal, temos o orçamento Federal e aí a presença do CNJ fica mais fácil, porque a estadual vai depender de cada Estado. O que temos de fazer é estabelecer rumos para o planejamento estratégico e eles se articularem com o governo estadual.Fala-se que o juiz não é administrador, mas tem que administrar principalmente quando assume a presidência de um tribunal. Isso está mudando?
O juiz não é administrador. Na prova para ingresso na magistratura não se exige conhecimento de administração. Mas o juiz tem que se qualificar para ser um administrador. A nossa Enamat - Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento dos Magistrados do Trabalho realiza cursos visando à formação, aprendizado, com aqueles que vão assumir a administração dos tribunais do Trabalho. Nós temos que viver o Brasil novo. O administrador tem que conhecer um pouco de administração, tem que ter formação, tem que entender de orçamento, tem que entender de empenho, de licitação, de gestão de pessoas. Não precisa ser especialista, mas ele dirige o trabalho, então tem que entender. Há quanto tempo a Enamat promove esses cursos? Desde que fui diretor da Enamat, em 2007, realizamos cursos de formação para aqueles que vão se tornar administradores de cada segmento do Poder Judiciário. No quadro de disciplina que temos na escola, temos disciplina sobre administração das varas. O juiz substituto tem que entender como se administra uma vara, porque o juiz presidente da vara administra uma vara. As escolas federais foram criadas com a
EC 45/04. Por orientação do CNJ, todos os tribunais estaduais têm que ter escolas para formação e aperfeiçoamento dos magistrados. Vários têm. A partir da Emenda 45, o juiz tem o dever de se formar e aperfeiçoar, não só no estágio probatório, mas durante todo período que ele exercer a função jurisdicional. A sociedade tem o direito de cobrar a formação e o aperfeiçoamento do magistrado. A comissão que o senhor preside no CNJ tem também atribuições relacionadas ao orçamento, que costuma ser um problema para os tribunais. Como o CNJ pode ajudar os tribunais a negociar melhor seus orçamentos? Orçamento existe por se tratar de dinheiro público. Só posso gastar dentro da previsão orçamentária. Não posso gastar dinheiro de pessoal para comprar móveis, construir prédios. O orçamento no Brasil, na minha ótica, tem um grave pecado: tirando algumas vinculações, como saúde e educação, tem uma questão fundamental: o nosso orçamento não é vinculativo, é programático. Por exemplo, o orçamento pode prever que o governo tem que construir três milhões de casas, mas pode ser que não aplique nada , porque o orçamento é autorizativo. Os tribunais estaduais dependem das assembleias legislativas. O orçamento da União deste ano, quando encaminhado pelo STF ao Executivo, previa reajuste de quase 8% para os magistrados no próximo ano. A presidente da República o encaminhou ao Congresso com a ressalva de que daria só 5%, mas o Legislativo tem a palavra final. Vai aprovar 5%. O problema é que orçamento é uma obra política. Então, depende da cabeça de cada Poder, se o Poder valoriza ou não o Judiciário. Aí você tem a resposta nos problemas enfrentados pelos 26 tribunais de Justiça dos Estados.Há vários anos o Judiciário Federal pede aumento de salário.
O senhor acha possível conseguir melhorar os salários?Não vai conseguir. Nós estamos sem aumento de salário há seis anos. O que o governo está propondo é um reajuste, e está nos tratando como se fôssemos servidor público. Está dando 5%, que é o mesmo que está dando aos servidores públicos federais. Nós estamos há seis anos sem reajuste, nossa defasagem chega a vinte e tantos por cento. O governo não vai dar aumento, vai dar reajuste. Mas isso é também obra de política, sob a coordenação do presidente do CNJ, que é o presidente do Supremo. Mas a atuação de natureza política é feita na condição de presidente do Conselho. O CNJ deveria, então, assumir a articulação política?
Deveria fazer. Nós criamos uma comissão de articulação federativa e parlamentar, presidida pelo conselheiro Bruno Dantas, da qual eu faço parte. Essa articulação também não visa isso (aumento da dotação orçamentária). A questão de orçamento é questão do presidente do CNJ, com apoio e respaldo dos conselheiros. Isso é questão institucional, não é da comissão, não.

Em março o senhor assume a presidência do TST. A experiência no CNJ vai ajudar de alguma forma o seu trabalho como presidente?

Sou professor da UnB e me aposentei no dia 3 de dezembro. Vou me desligar do CNJ no dia seguinte à minha posse aqui, que será no dia 5 de março, porque terei na Presidência do TST mandato de dois anos, mas só cumprirei por pouco mais de 11 meses (por causa aposentadoria compulsória aos 70 anos). Qual foi a importância do CNJ? Eu sou um homem abençoado: fui diretor da escola, após fui corregedor-geral da Justiça do Trabalho, cresci como juiz, conheci a JT brasileira na atuação correicional, para ajudar os tribunais a ter gestão. Fui para o CNJ convivendo com 14 colegas da mais alta qualidade técnica, profissional, e seriedade, sobretudo nos compromissos constitucionais. Conheço um pouco da Justiça brasileira em todos os seus segmentos. É um privilégio. Conheci muito, mas tenho ainda muito a aprender na minha vida.

O presidente do TST é também presidente do CSJT. Há impedimento à sua continuidade no CNJ?

Por questão regimental, o conselho é presidido pelo presidente do TST. O CSJT é um CNJ em miniatura, só que não tem poderes correicionais. O corregedor que temos aqui integra o quadro do tribunal. Não há impedimento legal a que o presidente do tribunal continue no cargo de conselheiro, mas há inviabilidade prática. Usando uma linguagem que as pessoas conhecem, eu não gosto de fazer nada à meia boca. Eu não conseguirei ser presidente do TST, cargo que pretendo exercer 24 horas por dia, com o mandato de conselheiro do CNJ. O conselho me absorve muito: presido uma comissão e participo de outras duas, tenho que atender advogados, que atender partes, tenho que acompanhar processo, não temos recesso, continuo levando o computador para casa. No meu gabinete não tem um processo atrasado. Não consigo manter isso sendo presidente do tribunal. O presidente do TST é coordenador da JT como presidente do conselho. Vou coordenar 24 tribunais regionais. Incluindo os terceirizados são quatro mil servidores só aqui em Brasília.

Qual a importância da gestão estratégica para os tribunais?

Eu não me canso de dizer que o CNJ veio para mudar a Justiça brasileira. E um dos maiores fenômenos atuantes nessa mudança é colocar para os 90 tribunais do país que não se administra sem planejamento. A gestão tem que envolver o planejamento estratégico, que tem várias nuances. Quem estuda administração, sobretudo administração pública, sabe que temos que fazer diagnósticos, e a partir dos diagnósticos estabelecer objetivos, fixar os meios e fazer o acompanhamento para saber se estamos ou não caminhando em direção aos objetivos. Isso é de uma extraordinária importância. Para a gestão estratégica é preciso usar estatísticas, números, que são valiosos, porque a partir daí você pode estabelecer as metas. Como mexemos com dinheiro público, tem que ter orçamento.

Os tribunais brasileiros já estão conscientes quanto à importância do planejamento e da gestão?

Temos que fazer uma diferenciação, porque temos a JF e a estadual. Quando digo JF, digo a JF, a JT, a Justiça Eleitoral, os tribunais superiores, e o STF, que está fora da jurisdição do CNJ. Em relação ao Federal, temos o orçamento Federal e aí a presença do CNJ fica mais fácil, porque a estadual vai depender de cada Estado. O que temos de fazer é estabelecer rumos para o planejamento estratégico e eles se articularem com o governo estadual.

Fala-se que o juiz não é administrador, mas tem que administrar principalmente quando assume a presidência de um tribunal. Isso está mudando?

O juiz não é administrador. Na prova para ingresso na magistratura não se exige conhecimento de administração. Mas o juiz tem que se qualificar para ser um administrador. A nossa Enamat - Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento dos Magistrados do Trabalho realiza cursos visando à formação, aprendizado, com aqueles que vão assumir a administração dos tribunais do Trabalho. Nós temos que viver o Brasil novo. O administrador tem que conhecer um pouco de administração, tem que ter formação, tem que entender de orçamento, tem que entender de empenho, de licitação, de gestão de pessoas. Não precisa ser especialista, mas ele dirige o trabalho, então tem que entender.

Há quanto tempo a Enamat promove esses cursos?

Desde que fui diretor da Enamat, em 2007, realizamos cursos de formação para aqueles que vão se tornar administradores de cada segmento do Poder Judiciário. No quadro de disciplina que temos na escola, temos disciplina sobre administração das varas. O juiz substituto tem que entender como se administra uma vara, porque o juiz presidente da vara administra uma vara. As escolas federais foram criadas com a
EC 45/04. Por orientação do CNJ, todos os tribunais estaduais têm que ter escolas para formação e aperfeiçoamento dos magistrados. Vários têm. A partir da Emenda 45, o juiz tem o dever de se formar e aperfeiçoar, não só no estágio probatório, mas durante todo período que ele exercer a função jurisdicional. A sociedade tem o direito de cobrar a formação e o aperfeiçoamento do magistrado.

A comissão que o senhor preside no CNJ tem também atribuições relacionadas ao orçamento, que costuma ser um problema para os tribunais. Como o CNJ pode ajudar os tribunais a negociar melhor seus orçamentos?

Orçamento existe por se tratar de dinheiro público. Só posso gastar dentro da previsão orçamentária. Não posso gastar dinheiro de pessoal para comprar móveis, construir prédios. O orçamento no Brasil, na minha ótica, tem um grave pecado: tirando algumas vinculações, como saúde e educação, tem uma questão fundamental: o nosso orçamento não é vinculativo, é programático. Por exemplo, o orçamento pode prever que o governo tem que construir três milhões de casas, mas pode ser que não aplique nada , porque o orçamento é autorizativo. Os tribunais estaduais dependem das assembleias legislativas. O orçamento da União deste ano, quando encaminhado pelo STF ao Executivo, previa reajuste de quase 8% para os magistrados no próximo ano. A presidente da República o encaminhou ao Congresso com a ressalva de que daria só 5%, mas o Legislativo tem a palavra final. Vai aprovar 5%. O problema é que orçamento é uma obra política. Então, depende da cabeça de cada Poder, se o Poder valoriza ou não o Judiciário. Aí você tem a resposta nos problemas enfrentados pelos 26 tribunais de Justiça dos Estados.

Há vários anos o Judiciário Federal pede aumento de salário. O senhor acha possível conseguir melhorar os salários?

Não vai conseguir. Nós estamos sem aumento de salário há seis anos. O que o governo está propondo é um reajuste, e está nos tratando como se fôssemos servidor público. Está dando 5%, que é o mesmo que está dando aos servidores públicos federais. Nós estamos há seis anos sem reajuste, nossa defasagem chega a vinte e tantos por cento. O governo não vai dar aumento, vai dar reajuste. Mas isso é também obra de política, sob a coordenação do presidente do CNJ, que é o presidente do Supremo. Mas a atuação de natureza política é feita na condição de presidente do Conselho.

O CNJ deveria, então, assumir a articulação política?

Deveria fazer. Nós criamos uma comissão de articulação federativa e parlamentar, presidida pelo conselheiro Bruno Dantas, da qual eu faço parte. Essa articulação também não visa isso (aumento da dotação orçamentária). A questão de orçamento é questão do presidente do CNJ, com apoio e respaldo dos conselheiros. Isso é questão institucional, não é da comissão, não.

Em março o senhor assume a presidência do TST. A experiência no CNJ vai ajudar de alguma forma o seu trabalho como presidente?

Sou professor da UnB e me aposentei no dia 3 de dezembro. Vou me desligar do CNJ no dia seguinte à minha posse aqui, que será no dia 5 de março, porque terei na Presidência do TST mandato de dois anos, mas só cumprirei por pouco mais de 11 meses (por causa aposentadoria compulsória aos 70 anos). Qual foi a importância do CNJ? Eu sou um homem abençoado: fui diretor da escola, após fui corregedor-geral da Justiça do Trabalho, cresci como juiz, conheci a JT brasileira na atuação correicional, para ajudar os tribunais a ter gestão. Fui para o CNJ convivendo com 14 colegas da mais alta qualidade técnica, profissional, e seriedade, sobretudo nos compromissos constitucionais. Conheço um pouco da Justiça brasileira em todos os seus segmentos. É um privilégio. Conheci muito, mas tenho ainda muito a aprender na minha vida.

O presidente do TST é também presidente do CSJT. Há impedimento à sua continuidade no CNJ?

Por questão regimental, o conselho é presidido pelo presidente do TST. O CSJT é um CNJ em miniatura, só que não tem poderes correicionais. O corregedor que temos aqui integra o quadro do tribunal. Não há impedimento legal a que o presidente do tribunal continue no cargo de conselheiro, mas há inviabilidade prática. Usando uma linguagem que as pessoas conhecem, eu não gosto de fazer nada à meia boca. Eu não conseguirei ser presidente do TST, cargo que pretendo exercer 24 horas por dia, com o mandato de conselheiro do CNJ. O conselho me absorve muito: presido uma comissão e participo de outras duas, tenho que atender advogados, que atender partes, tenho que acompanhar processo, não temos recesso, continuo levando o computador para casa. No meu gabinete não tem um processo atrasado. Não consigo manter isso sendo presidente do tribunal. O presidente do TST é coordenador da JT como presidente do conselho. Vou coordenar 24 tribunais regionais. Incluindo os terceirizados são quatro mil servidores só aqui em Brasília.

Blog Informa.....

O recesso forense no final do ano é compreendido, na maioria dos Tribunais brasileiros, no período de 20/12 a 6/1. No entanto, há exceções. Vale lembrar que nos dias 25/12 e 1º/1 não há expediente em nenhum dos Tribunais, mas todas as Cortes funcionarão em regime de plantão. Na Justiça Federal o feriado de 20/12 a 6/1 é previsto no art. 62 da lei 5.010/66. Caso você tenha algum prazo nestes dias é melhor, e mais prudente, consultar o respectivo Tribunal de modo a obter o ato normativo e verificar se não houve alteração. Veja abaixo o período em que as Cortes estarão em recesso: Tribunais SuperioresSTF: 20/12 a 1º/1/13STJ, STM, TSE, TST: 20/12 a 6/1/13 ...No STJ, os prazos processuais ficarão suspensos a partir do dia 20/12, voltando a correr em 1º/2/13. A determinação está na portaria 477. O horário de atendimento ao público entre os dias 20/12 e 31/1/13 será das 13 às 18h. Nos Estados do MA e RS os prazos e audiências estarão suspensos de 20/12 a 20/1/13. No entanto, a suspensão do expediente no RS, se dará apenas nos dias 24 e 31/12. Já nos dias 26/12 e 2/1/13, o horário será das 12 às 19h, de forma ininterrupta. E no Estado do MA o expediente estará suspenso de 20/12 a 6/1.Em PE o expediente será reduzido no dia 21/12 e ocorre das 8 às 14h. O recesso neste Estado se dará do dia 24/12 a 1º/1/13. No MT, durante o período de 20/12 a 6/1, o expediente será das 13 às 18h. Em RO, das 8 às 12h. O TJ/ES determinou a suspensão dos prazos processuais de 20/12 a 18/1/13 em razão do recesso judiciário e férias dos advogados. Já o TJ/SP editou o provimento 2005/12, que dispõe sobre o funcionamento do Foro Judicial de 1ª instância do Estado, pelo sistema de plantões judiciários, durante a suspensão do expediente forense no recesso de final de ano.

Com Profunda Tristeza mas é Real......!?

“Somos a soma do que vivemos...exteriorizar nosso mundo interior”. Isto é, colocar para fora exatamente o que sinto neste momento. E no momento estou sentindo uma profunda tristeza. Por que os amigos somem? Porque alguns são individualistas, egoístas, superiores, porque não têm tempo? Não são realmente meus amigos?! Os amigos que sumiram. São os amigos de pessoas que outrora era querida demais e hoje está em período crítico em sua vida? Está lutando contra uma doença crônica, que deixou sequelas? Mas como eu ia dizendo, os amigos sumiram, no começo sempre nos falava-nos com frequência, trazendo conforto e alegria em nossa Vida. Atualmente, quase não recebemos noticias, só esporadicamente. Até parentes próximos se afastaram. Mas vamos combinar, estão todos bem, com saúde, para que se preocuparem com alguém que não e milhonario, medico e etc. Certo? Não, errado. Estão com saúde hoje, mas não desejo o mal para ninguém, e se acontece com eles amanhã? Será que irão achar certo ou normal? Mas Deus entende tudo, tem percepção de tudo a sua volta. E eu, que convivo 24 horas com ele e sei de sua decepção, angustia e tristeza com algumas pessoas. E a solidão, enxergo em teus olhos, não posso fazer nada. Apenas me decepciono mais uma vez com alguns e algumas. Dou mais carinho e atenção para quem gosta de mim de verdade, para não deixar tudo tão vazio. Você que está lendo esse texto agora. Pare e reflita! Você não pode fazer nada para reverter a situação. No entanto, está acontecendo com alguém que um dia foi seu amigo, que chorou por você, doou por você, compartilhou de algum momento seu, triste ou feliz. E que agora está tudo arquivado ou deletado, esquecido na memória de muitos. Isto significa que valemos apenas quando estamos com saúde, com dinheiro ou quando as pessoas podem usufruir de nossos favores? É com uma profunda tristeza que publico este post. Mas o mundo gira bons ventos Amigos!!!


segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

O Blog do Lobo deseja para os amigos e Leitores um feliz Ano Novo!!

Todo o dia é ano novo.Todo dia é ano novo entre a lua e as estrelas num sorriso de criança no canto dos passarinhos num olhar, numa esperança...Todo dia é ano novo na harmonia das cores na natureza esquecida na fresca aragem da brisa na própria essência da vida. Todo dia é ano novo no regato cristalino pequeno servo do mar nas ondas lavando as praias na clara luz do luar... Todo dia é ano novo na escuridão do infinito todo ponteado de estrelas na amplidão do universo no simples prazer de vê-las nos segredos desta vida no germinar da semente. Todo dia é ano novo nos movimentos da Terra que gira incessantemente. Todo dia é ano novo no orvalho sobre a relva na passarela que encanta no cheiro que vem da terra e no sol que se levanta. Todo dia é ano novo nas flores que desabrocham perfumando a atmosfera nas folhas novas que brotam anunciando a primavera. Você é capaz, é paz  É esperança Todo dia é ano novo no colorido mais belo nos olhos dos filhos seus... Você é paz, que se comemora na alegria com Deus. Não há vida sem volta e não há volta sem vida no ciclo da natureza neste ir e vir constante. No broto que se renova na vida que segue adiante em quem semeia bondade em quem ajuda o irmão colhendo felicidade cumprindo a sua missão. Todo dia é ano novo...portanto...feliz ano novo todo dia!
 

FELIZ ANO NOVO

Feliz Ano Novo
Glückliches Neues Jahr
Nytar
Feliz Año Nuevo
Felicigan Novan Jaron
Heureuse Nouvelle Année
Feliz Aninovo
Shaná Tová
Happy New Year
Felice Nuovo Anno
Akemashite Omedetou Gozaimasu

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

VIDAS...E VINDAS!

Tenho a concepção ideológica de não dar esmola. Seja por não ajudar a solucionar o problema, seja por condicioná-lo a comodidade, válido para jovem, adulto, até mesmo artista cênico; mesmo porque qualquer um que aprende habilidades manuais com tamanha destreza em tão pouco tempo merece ser chamado de artista. O problema sempre será mais profundo que essa ponta que aparece nos semáforos. Mas outro dia furtei-me de meus principios. Deve ser porque não resisto a um velhinho. Olhar idoso, voz idosa, com mão estendida, cortam meu coração em pedaços que mágico nenhum consegue juntar. Tentei ignorar, passei como se não fosse comigo aquela voz rouca daquela senhora sentada no meio da rua. Seu cobertor só cobria as pernas até a altura das coxas. Sua mão estendida, mesmo frente à minha indiferença, soou mais alto que qualquer palavra. Parei. Voltei. Das moedas que tinha no bolso nenhuma restou comigo. Ao entregar, percebo algo que tocou-me ainda mais. Além de idosa pedinte, o que já é um desespero para qualquer olhar otimista para o mundo, percebo que também é cega. Seu olhar reto no horizonte, agradecendo pela mísera doação feita, comprovou minha suspeita. Tenho a desgraça de ver a imagem triste e depressiva de uma pobre miserável, impotente, em seu crepúsculo da vida. Feliz torna-se nesse momento essa senhora, que possui a singela graça de não ver minha humilhação e decepção diante do mundo e das pessoas, em que se permite ofertar comida e bom banho a alguns favorecidos, menos a ela. Não bastasse isso, ainda recebo um carinhoso “Que Deus te abençoe, meu filho”. Queria que todos fossem surdos; alimentaria ainda mais minha omissão diante da vida.

Convite para minha formatura em Direito.

A partida sempre é dolorosa, ainda mais quando esperamos que sua presença seja eterna ao nosso lado. Muda nossas vidas por completo. Temos que agora adaptar-se a não ter aquele pai ou mãe ao seu lado. A mão, que antes te amparava nos momentos de dificuldade, agora não existe mais, pelo menos não do jeito que queríamos, porque ainda nos toca em nossos corações, como um vento frio que sopra no meio da noite. O coração aperta e as lágrimas descem, como se elas pudessem dizer algo a eles, assim como descem nesse exato momento que escrevo essas palavras. O que resta a mim? Prefiro não ficar triste. Se amamos mesmo, levaremos somente momentos de felicidade, que completam nosso dia de uma forma mais alegre e esperançosa. Se somos o que somos, devemos somente a eles, genética incondicional, assim como foi seu amor por nós. Amamos e sempre amaremos independente da distância física e temporal. Não somos eternos, mas eterno sempre vai ser seu amor por nós, filhos que sentem saudades.

Quem tem familia hoje de verdade?! Quem acabou foi a Familia não o Mundo.

A felicidade está dentro de cada um, eu já vi catador de latinha dizendo q é muito feliz. A felicidade não está no dinheiro que é dado quem pénsa assim são doentes e egoístas tem uma personalidade violenta e echam que vão ter os filho para o resto da vida....ledo engano eles estão fadados a morrem sem amigos e sem seus filhos o dinheiro compra momento não compra família...,A FELICIDADE não está na casa própria, não está no carro do ano, se fosse assim não veríamos ricos se matando, matando os outros, ou em psicólogos. tudo são colaborações de famílias que se amam de verdade - hoje quase não existem. Quem procura a felicidade no acumulo de bens nunca saberá o que é a verdadeira felicidade, terá apenas uma frágil felicidade que se acabará facilmente se perder todos os bens como num desastre natural ou falência. Quem acha a felicidade dentro de se mesmo, pode ser pobre, deficiente, ou qualquer outra coisa que será feliz do mesmo jeito.Assista o filme "A vida é bela" para ver como não importa onde estejamos, podemos ser felizes.Qual a verdadeira riqueza desse mundo? No dicionário é sinônimo de abundância, ostentação e luxo. Mas acredito que esteja longe disso. Recentemente tive dois exemplos claros de que a riqueza de fato está contida em outra fonte. Vi um programa que mostrou a história de um senhor heptagenário que possui três empregos humildes, acorda as 4:oo para começar a rica jornada de trabalho, adorado por todos habitantes da pacata cidadezinha. Quer saber se é infeliz? Seu sorriso espontâneo a todo momento responde essa pergunta. Quer outro exemplo? Há alguns dias fui hospedado na casa de um grande amigo. Casa simples que acompanha uma familia simples e linda. A todo momento sou questionado se estou sendo bem tratado. A todo momento recebo pedido de desculpas por qualquer falha na hospedagem. Para minha surpresa, encontro uma mesa farta sempre, e quando digo farta não significa nenhuma ostentação. Encontro também uma mãe autônoma que cria seus filhos com muita intuição e amor. Intuição que é expresso no coração bondoso de seus filhos; ajudado por um padrasto carinhoso e dedicado. Sou uma pessoa rica? Sou a medida que aprendo com o senhor heptagenário e choro com sua história de superação. Sou a medida que extraio dessa familia todas as qualidades que preciso para ter uma familia verdadeiramente rica de sentimentos e preceitos de vida. Quero viver dessa fonte de forma inesgotável.

Caridade....nas coisa simples!

Só assim mesmo para retornar de tanto tempo; necessitei forçar-me a compor essas palavras e, ainda por cima, em um tema mais que difícil. Pra mim felicidade não é apenas a ausência da tristeza, vale mais que isso. Aquela criança abre um sorriso quando vê a folha cair na cabeça do velhinho; que bom que o velhinho ri por contribuir com aquele sorriso. O rapaz fica feliz com a promoção em seu emprego, a garota fica feliz quando ele nota seus três mínimos centimentros de corte de cabelo. Há quem me disse que a felicidade não existe; nunca nos contemos com nada, queremos sempre algo que nunca temos, admiramos algo que nunca teremos; esse prazer estampado nesse sorriso é muitas fezes resultado de benfeitoria em nós mesmo, nunca nos outros. Talvez fazer algo de coração, por mais mínimo que seja, seja um bom caminho pra começar o dia. De preferência em que quem saia mais ganhando, na verdade, seja o outro. Se for um desconhecido então… parabéns! Talvez você tenha encontrado uma felicidade diferenciada. Uma felicidade que, por mais diferente de qualquer sentimento humano moderno, está muito mais ligado à aquela criança e àquele velhinho do que você possa imaginar. Pense nisso.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Estou formado em direito ...fim de 5 anos de luta....!!

...agora, meu amigo, você senta e chora... E se você não sabe o motivo, leia o pequeno texto que escrevi abaixo. Ele sintetiza tudo o que eu estou sentindo neste exato momento. Já adianto em minha defesa: há uma alta dose de ironia e sarcasmo no texto. (Temis, deusa grega da justiça e maior vítima do direito atual. Parafraseando Tobias Barreto, eis nossa justiça, não mais peituda e vendada, mas sim, peitada e vendida...) - Finalmente, livre! É o que gritava o espírito do recém-formado bacharel em direito. Já sua mente, um pouco menos polida, urrava em alto e bom som “Acabou essa luta! Hahahaha!”. E não poderia ter sido outra sua reação, afinal, os longos e tortuosos 5 anos de extrema labuta acadêmica – e nas horas vagas, etílica – haviam por fim acabado, e ele finalmente se tornara...O que ele se tornara mesmo? Ah, sim... um bacharel... em direito. Viva......A euforia inicial o abandonara. O súbito choque de realidade esvaziara seu ânimo tão rapidamente quanto um universitário o faria com sua caneca de chopp. E só lhe restava agora a ressaca dos recém-formados, pois no fundo ele sabia que apenas no direito ocorre um fenômeno curioso após o término da faculdade: o recém-formado torna-se, com sua conquista, menos do que era antes. O conceito lhes parece estranho? Permita-me explicar. Após a dura batalha pela sobrevivência universitária e escraviária, o recém-formado na secular profissão jurídica sente como se a faculdade lhe desse um tapinha de “boa sorte” nas costas, enquanto lhe aplica o fatídico “pé na bunda” que o introduzirá no selvagem mercado jurídico de trabalho. Confuso, o recém-enxotado em direito, após as cerimônias de encerramento de praxe, se dirige ao seu antigo emprego, onde é informado por um comunicado de seus chefes que, “apesar do notável esforço e comprometimento do estagiário com seu serviço, o escritório não está preparado para receber mais um membro em seus quadros já inchados em virtude da estagnação do mercado, e, infeliz e lamentavelmente, não será possível sua manutenção no rol dos escraviá estagiários da empresa”. E o mais engraçado é que, no dia seguinte, o recém-desempregado sempre descobre pela fofoca nos egroups que o filho do melhor amigo do dono do escritório acabou de ser promovido de estagiário a advogado-sócio de fato, e seu irmão menor tomou sua antiga vaga no setor de “duplicação de documentos e protocolo de emergência” – sendo, é claro, rapidamente promovido para a chefia do local em tempo recorde. Quanto aos estagiários que trabalham arduamente na rede pública, estes sequer se preocupam com tais problemas... Nenhum deles precisa ser um detetive pra saber de antemão por quem, quando, e como serão sumariamente exonerados de seus cargos - “Foi o departamento de RH - no fim do contrato - com o comunicado interno”. Então, o que acontece é que não importa se você trabalhava no Tossano, no Adeverest, no Eucalipto Neto ou em qualquer órgão público... A questão é que você VAI ser um desempregado, e ponto final! “Bem, mas eu tenho UM DIPLOMA! Eu sou FORMADO!” Clap, clap, clap... Parabéns, campeão! Só que não te explicaram uma coisinha mínima...UM BACHAREL EM DIREITO NÃO PODE FAZER ABSOLUTAMENTE NADA! Zero, nada, niet! É isso aí, amigão... Quer prestar um concurso público? Já imaginou? Defensor Público, Promotor de Justiça, Magistrado, Procurador... Bons salários, dá pra comprar aquele carrão que você sempre quis, encher ele de loiras – quentes e geladas – ou curtir aquela viagem com tudo caro – não errei na grafia – em um cruzeiro pela Europa8. Ótimo... Mas... Ah, que pena, não tem OAB? Precisa, né... Hey, mas não fique triste, eu fiquei sabendo que tá abrindo um concurso ótimo pra escrevente do Tribunal de Justiça...Quer advogar? Bem, você pode... Aliás, se quiser, pode inclusive se inscrever no convênio da Defensoria Pública que eles arrumam causas pra você! Moleza, hein? Não precisa nem correr atrás... A famosa tática "Maomé". Só tem uma coisinha, uma exigenciazinha boba... Precisa de OAB!É is so camarada, O-A-B! Não, isso não é um absorvente feminino... É um pedacinho de plástico que te classifica como advogado. Como arrumar? É simples, é só fazer uma provinha com a matéria de TODO o seu curso. Isso mesmo, eu disse TODO O CURSO!...achou que ia se livrar dos debêntures e das enfiteuses? Pois é, a vida não é só feita de Alegações Finais, amigão.E se você acha que vai se livrar disso simplesmente alegando que nunca vai advogar na área cível, pense novamente. Aliás, você é um malandro. É o tipo de cara que pediria aprovação compulsória em Matemática no colégio devido à difusão em larga escala de calculadoras a preços módicos. O senhor é um fanfarrão!
Enfim, essa é a realidade do bacharel em direito: um cara que, em contraste com sua vida anterior, não tem mais emprego, não pode exercer a profissão pra qual estudou durante 5 longos anos (ou mais) de sua vida, não paga mais meia no cinema, não tem direito a passe escolar pra ônibus e metrô...Como diria a inscrição nos portões infernais de Dante:“Aqueles que aqui entrarem, percam as esperanças” Então, pra você, que achou que fazendo direito iria sair da faculdade dirigindo um Aston Martin com uma loiraça do lado – e possivelmente uma morena e uma ruiva no banco de trás – ou, no caso das mulheres, que você seria a loira “tunada” no volante de um, e que sua vida se resumiria a praia, cerveja e muita curtição, sou forçado a lhe informar o seguinte:

Você caiu na pegadinha do direito! Ráaaaaaa!

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